Que todos os amigos corinthianos tenham uma semana produtiva. Mas, para o Corinthians, a segunda-feira amanhece pesada e cercada de pressão. A derrota por 1 a 0 para o Internacional, na Neo Química Arena, derrubou o Timão para o 16º lugar do Campeonato Brasileiro, com 10 pontos, ampliou o jejum para nove partidas sem vitória e deixou o clube perigosamente próximo da zona de rebaixamento. E o roteiro da crise não dá trégua: antes mesmo do clássico contra o líder Palmeiras, o Corinthians ainda terá pela frente a estreia na fase de grupos da Libertadores, na quinta-feira, 9 de abril, às 21h, contra o Platense, em Buenos Aires.
Dorival Júnior passa do limite e queda vira consequência inevitável
Ficou insustentável a permanência de Dorival Júnior. Horas depois da derrota, o Corinthians oficializou a demissão do treinador e de sua comissão técnica, em uma decisão tomada pelo presidente Osmar Stabile e pelo executivo Marcelo Paz. A leitura interna foi clara: o trabalho havia chegado ao limite, sem sinais de evolução técnica e com desempenho cada vez mais fraco dentro de campo. Dorival deixa o clube com conquistas relevantes, como a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa Rei de 2026, mas também sai carregando o peso de uma sequência que esgotou sua sustentação política e esportiva.
Quem virá? Corinthians corre contra o relógio, encara multa milionária e entra em nova encruzilhada
A saída de Dorival abre um novo problema para a diretoria: o custo da troca de comando em meio a um cenário de forte pressão e necessidade de controle financeiro. Segundo a Gazeta Esportiva, a rescisão da comissão gira em torno de R$ 6 milhões. Ao mesmo tempo, o ge informa que Tite e Fernando Diniz aparecem como prioridades imediatas da cúpula alvinegra, enquanto a própria Gazeta também cita outros técnicos livres no mercado, como Vojvoda, Hernán Crespo, Martín Anselmi, Sampaoli, Filipe Luís, Gallardo e Bruno Lage. O desafio de Osmar Stabile não é apenas escolher um nome, mas encontrar uma solução rápida, viável e capaz de devolver comando a um time que parece ter perdido direção.
O Corinthians chega a uma semana que pode redefinir toda a temporada
A crise já deixou de ser apenas um tropeço de rodada. Ela agora ameaça contaminar o semestre inteiro. Com o time em 16º lugar, sem vencer há nove jogos, pressionado pela estreia na Libertadores diante do Platense e pelo clássico de 12 de abril contra o líder Palmeiras, o Corinthians entra em uma sequência que pode mudar completamente o rumo de 2026. O próximo treinador herdará um elenco abalado, um ambiente carregado e uma torcida sem paciência para promessas vazias. No Corinthians, a troca de técnico virou apenas o primeiro capítulo. A reação precisa ser imediata — porque, quando a camisa pesa e a resposta não vem, a crise deixa de ser notícia e passa a ser ameaça real.
Saudações Corinthianas
Cláudio Faria Romero Vila Maria
Corinthians Supremo
“O Corinthians precisa do Amor de todos os Corinthianos”