Amigo Corinthiano, o Corinthians está vivendo a maior crise de sua longa História. Dívida astronômica, que se escancarou na gestão Augusto Melo, a pior que o Clube já teve.
Estive ontem no Parque São Jorge. Sou sócio do Corinthians desde meados da década de 60, e parece que o Corpo Associativo e, principalmente, os conselheiros (e pode se acrescentar os que já foram conselheiros e os que pleiteiam via a ser), se sucumbiram a uma inércia, “assistindo” passivamente, tudo o que vem ocorrendo nas últimas gestões.
Mas se as gestões do Grupo Renovação e Transparência e o incompetente e réu por má conduta, Augusto Melo, tenham grande responsabilidade pela atual situação, não é menos verdade que quem permitiu ou se omitiu durantes todos estes anos, os sócios e principalmente os conselheiros, não podem se eximir e se acharem isentos de culpa.
A saída para esta crise passa, necessariamente, pela separação administrativa do Futebol e Clube. E isto parece, felizmente, fazer parte do que o atual presidente, Osmar Stabile, pensa em relação ao Corinthians.
O Parque São Jorge, parte social, precisa encontrar meios para se manter. Não pode dar um déficit financeiro, que este ano vai passar dos R$ 100 milhões, e achar que isto é normal. E estes mesmo associados e conselheiros, se acharem no direito de ditar e ser responsáveis pelo destino do Corinthians.
Por outro lado, com grande alicerce patrimonial, existem soluções para serem colocadas em prática, dinamizando a parte social, com intervenções que conduzam ao aumento das receitas.
O Corinthians não pode abrir mão, principalmente no atual momento, de dar abertura para que o maior Tesouro que possui, que é a Torcida Corinthiana, participe das decisões do Clube. A criação do Sócio Torcedor não pode mais ser postergada. Para decidir quem vai comandar o Futebol e, inclusive, tendo o direito, além de votar, de ser votado.
Esta reforma de Estatutos Sociais, que está sendo comandada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma, é um retrato do pensamento predominante no Parque São Jorge. Visa fortalecer o atual status quo.
E, nestes momentos, aparecem soluções mirabolantes, como nas eleições o candidato André Castro prometia R$ 5 Bilhões e, agora, com grandes possibilidades de ser a mesma situação, aparece a SAFIEL, apregoando ser a solução para o atual momento.
Se bem que, sem reformas estruturantes (mas boas reformas), só uma gestão boa e honesta, não será o suficiente. Parece que o caminho de entrar na Bolsa de Valores, seja uma boa solução.
Podendo vincular, paralelamente a criação do Sócio Torcedor, uma forma de grande arrecadação financeira, e o direito de votar e ser votado.
“O Corinthians precisa do Amor de todos os Corinthianos”, frase que utilizo desde 1969. Além do Amor, é preciso que os sócios e conselheiros corinthianos tenham consciência, de que não podem, indefinidamente, travar o caminho para necessárias soluções. Que serão mais viáveis, abrindo a direito real de participar, de quantos o queiram, entre os mais de 35 milhões de corinthianos.
Cláudio Faria Romero Vila Maria