Memphis Depay e a cor da camisa
Fica cada vez mais difícil ignorar a sensação de que Memphis Depay não entrega ao Corinthians o mesmo nível de compromisso, entrega e vibração que costuma demonstrar com a seleção holandesa. Em alguns jogos, a postura parece distante — e, quando isso acontece em partidas decisivas, o peso aumenta. Contra o Novorizontino, por exemplo, muita gente saiu com a impressão de um jogador apagado, beirando a omissão.
E o Corinthians, que já convive com uma realidade de dívidas e limitações orçamentárias, acaba virando refém de um cenário perigoso: um contrato considerado por muitos como caro e arriscado, somado a obrigações financeiras que, segundo reportagens, incluem bônus por metas (gols, assistências, jogos e conquistas) e outras cláusulas. Num clube ultra endividado, esse tipo de compromisso vira uma bomba-relógio.
Outro ponto incomoda: parte da mídia superdimensiona o impacto do Memphis nas conquistas corinthianas, distribuindo méritos acima do que ele efetivamente apresentou. Já nas eliminações precoces, as cobranças nem sempre aparecem com a mesma força.
Procurando reforços
No mercado, surge um nome interessante: Dantas, jovem zagueiro do Novorizontino, que parece ter entrado no radar de reforços que Marcelo Paz pretende tentar. É um jogador que chama atenção, com margem de evolução e bom desempenho recente.
O problema segue sendo o mesmo: as finanças do Corinthians. Mesmo com algum respiro e tentativas de reorganização, o clube continua em situação complicada. E, com a provável não venda de André, o caixa tende a seguir curto, o que limita qualquer investida mais firme.
SAF no Corinthians?
O Corinthians tem, sim, potencial gigantesco para sair da crise financeira — mas isso exige mudança estrutural real, não maquiagem. O caminho passa por separar, de forma definitiva, a gestão do Futebol e do Clube social, e por tirar decisões estratégicas de um modelo concentrado no Parque São Jorge.
E tem mais: é impossível falar em futuro sem abrir o clube para a Nação Corinthiana. A criação de um Sócio-Torcedor com direito a votar e ser votado seria um passo revolucionário — e justo — para aproximar o Corinthians do tamanho que ele tem. Se é para falar em democracia interna, tem que ser de verdade.
A reforma estatutária em curso, que deve ser analisada na segunda-feira (09/03), pelo que se discute, acrescenta muito pouco e mantém o poder girando dentro de um sistema viciado, fortalecendo conselheiros sem contrapartidas relevantes. Dar “voto” ao torcedor, mas manter o mesmo funil e os mesmos donos do jogo, vira apenas um engodo.
Saudações Corinthianas
Cláudio Faria Romero Vila Maria
Corinthians Supremo
“O Corinthians precisa do Amor de todos os Corinthianos”