Nas redes sociais, existe uma parcela significativa que prega a necessidade de uma intervenção judicial no Corinthians.
Mas, indago: é o melhor caminho? Primeiro, porque, se isso ocorrer, o primeiro a ser criminalizado é o próprio Corinthians. É, no mínimo, um tiro no escuro, e as perspectivas de resolver os problemas são, também, no mínimo, discutíveis.
Clube com alto endividamento, fruto de administrações irresponsáveis, principalmente na área financeira, e que teve o seu “apogeu” na nefasta gestão de Augusto Melo, com seu principal coadjuvante, o então diretor financeiro Pedro Silveira. Tudo isso escancara a necessidade de mudanças estruturais, pois o mundo político presente no Parque São Jorge já demonstrou não ter condições de buscar as soluções necessárias. E, também, os sócios e, principalmente, os conselheiros são corresponsáveis por essa nebulosa situação.
Acredito, na minha opinião, que a energia dos corinthianos deveria ser direcionada para medidas que contribuam para a saída do atual status quo.
Separação Administrativa Entre Clube e Futebol e Sócio Torcedor!
Os associados, que, em muitos momentos, como, por exemplo, nas décadas de 1960 até meados da década de 1970, eram responsáveis por cobrir os déficits do futebol, hoje vivem uma realidade completamente diferente.
Atualmente, o Clube Social é deficitário em mais de R$ 50 milhões anualmente, além de servir, em determinadas gestões, para acomodar amigos e apoiadores nos cargos existentes no Parque São Jorge. Se o Corinthians possui uma grande arrecadação com marketing, televisão e bilheteria, isso se deve, principalmente, à força da Fiel Torcida.
Nesse sentido, o Parque São Jorge, bem administrado, tem todas as condições não apenas de manter suas atividades, mas também de apresentar melhores perspectivas para atender aos anseios do Corpo Associativo.
Por outro lado, o Corinthians não pode continuar deixando de lado os milhões de corinthianos que querem participar e contribuir mais ativamente com o clube. O Corinthians precisa criar a categoria Sócio Torcedor, com direito a votar e ser votado.
O que está sendo aprovado nessa pífia reforma estatutária, com relação ao voto do Fiel Torcedor, pouco ou nada vai acrescentar. Afinal, os votos continuarão direcionados para o mesmo universo político e para as mesmas chapas.
Nas eleições previstas para novembro, não existem propostas sendo efetivamente discutidas, e elas servirão apenas para eleger 200 conselheiros que, inevitavelmente, continuarão a usufruir do cargo, mas pouco acrescentarão para a resolução dos graves problemas do clube.
E os candidatos à presidência não apresentam propostas. Apenas, infelizmente, querem ser presidentes…
Acredito, e repito, que os corinthianos precisam lutar pela implantação do Sócio Torcedor e pela separação entre Clube e Futebol.
Protestar é válido. Mas ter o direito assegurado de participar das grandes decisões, principalmente no futebol, é um caminho que precisa ser discutido.
Por exemplo: esta triste novela da renovação do contrato de Memphis Depay, assim como ocorreu com o contrato anterior, poderia ser submetida à avaliação e ao referendo dos milhares de Sócios Torcedores.
O River Plate possui um programa interessante que começou a apresentar resultados com a utilização da força de sua torcida, inclusive com grande arrecadação financeira. E o Corinthians é infinitamente maior que o clube argentino.
Cláudio Faria Romero Vila Maria
Em tempo: Corinthians tem o jogo mais importante do ano
O Corinthians tem o jogo mais importante do ano nesta quinta-feira, contra o Rosario Central. Todas as energias devem estar voltadas para que o Corinthians consiga um grande resultado.
Uma vitória pode representar perspectivas reais de lutar pela conquista da Libertadores!