A reportagem do ge relata que Marcelo Paz, com o respaldo dos jogadores, banca a permanência de Fernando Diniz no comando do Corinthians.
Amigos corinthianos, o técnico até teve um bom início. Além disso, ganhou um período extra para implantar seu esquema de jogo durante a paralisação provocada pela Copa do Mundo. No retorno aos jogos oficiais, porém, o Corinthians foi eliminado da Copa do Brasil, embora tenha apresentado um bom desempenho no Campeonato Brasileiro.
Talvez não seja apenas coincidência, mas a renegociação do contrato de Memphis Depay e seu retorno ao time parecem ter mudado tudo negativamente.
Sem o “craque holandês”, o Corinthians estava em plena recuperação no Campeonato Brasileiro e chegou a se aproximar do G-4. Agora, está a apenas três pontos da zona de rebaixamento. O baque provocado pela eliminação na Libertadores também é difícil de superar.
O jogo contra o Fluminense mostrou um time apático e sem poder de reação. O fator que antes inibia os adversários — jogar na Neo Química Arena — parece ter ficado no passado.
Agora, serão 17 dias até o próximo jogo. Será correto conceder todo esse tempo a Fernando Diniz para tentar mudar o atual rumo da equipe? Marcelo Paz, que chegou ao Corinthians cercado de expectativas, mas parece não ter controle sobre o Departamento de Futebol e atuou efetivamente apenas para garantir a permanência de Memphis Depay no elenco, merece continuar?
Quanto a Memphis Depay, depois do pênalti perdido que contribuiu para a eliminação do Corinthians na Libertadores, além de produzir pouco ou quase nada dentro de campo, sua permanência também precisa ser discutida.
Amigos corinthianos, na minha opinião, mesmo sem resolver todos os seus problemas, o Corinthians encontraria melhores caminhos com as saídas dos três citados.
O problema é que Osmar Stábile está completamente isolado e pressionado por compromissos financeiros cada vez mais complicados. Além disso, o cenário eleitoral no Parque São Jorge, por enquanto, não oferece nenhuma perspectiva concreta de mudança positiva.
O Corinthians não pode mais adiar a separação administrativa entre o Futebol e o Clube, assim como a fundamental implantação da categoria Sócio Torcedor. Essas medidas precisam ser acompanhadas por outras reformas capazes de alterar o atual status quo, que mantém o Parque São Jorge como responsável por todas as decisões do Corinthians.
Como consequência dessa estrutura, o Corinthians perdeu o protagonismo no futebol e foi conduzido à maior crise de toda a sua história.
Situação explosiva
Algo precisa ser feito com urgência. O Corinthians ficará 17 dias sem jogos, e esse período não pode ser desperdiçado.
Sem uma mudança de perspectivas, a situação seguirá, a cada dia, em direção ao colapso, principalmente no aspecto financeiro. A dívida, que apresentava a possibilidade de não aumentar — e até de ser reduzida —, corre agora o risco de crescer novamente.
Os resultados negativos, as eliminações na Copa do Brasil e, principalmente, na Libertadores, além da situação catastrófica no Campeonato Brasileiro, pioraram consideravelmente as perspectivas do clube.
Após a derrota para o Fluminense, a torcida do Corinthians protestou, a Polícia Militar reforçou a segurança e os jogadores deixaram a Arena em silêncio. É mais uma demonstração do clima de tensão que cerca o clube.
Osmar Stábile, isolado, parece estar perdendo as condições necessárias para enfrentar o atual cenário. Enquanto isso, o ambiente político sediado no Parque São Jorge não apresenta, até o momento, nenhuma perspectiva capaz de iniciar uma mudança verdadeira.
Vamos permanecer atentos, amigos corinthianos. Esta é a hora, mais do que nunca, de todos estarmos disponíveis para cooperar com o Corinthians.
Estamos vivendo um momento em que:
“O Corinthians precisa do Amor de todos os Corinthianos!”
Cláudio Faria Romero – Vila Maria