Futuro Corinthiano e o enfrentamento da crise

Futuro Corinthiano e o enfrentamento da crise

Estes três meses finais de 2026 tendem a ser até dramáticos, pois a dívida corinthiana continua “tirando o sono” da diretoria do Corinthians.

E o ambiente eleitoral pode representar mais um obstáculo a ser superado neste momento tão delicado da história do Clube.

Tudo isso ocorre após a eliminação do Corinthians da Copa do Brasil e da Libertadores. Resta apenas o Campeonato Brasileiro, no qual, acredito, o Corinthians não corre risco de rebaixamento, mas realiza uma campanha muito ruim.

Na minha opinião, Marcelo Paz e Fernando Diniz não estão correspondendo às expectativas e não deveriam continuar no Corinthians.

Negociação com a Caixa pode ser fundamental

Por outro lado, existem as importantes negociações com a Caixa Econômica Federal. Caso avancem positivamente, poderão representar um acordo fundamental para solucionar, ou pelo menos equacionar, a dívida da Neo Química Arena.

Outro ponto importante seria conseguir a liberação dos R$ 27 milhões que estão retidos na Caixa Econômica Federal, o que representaria um importante fôlego financeiro para o Corinthians neste momento.

Mas, repito: essas negociações podem ser atrapalhadas caso continuem essas insinuações sobre uma possível intervenção judicial no Corinthians.

Na minha opinião, uma intervenção seria, no mínimo, um tiro no escuro. E, por incrível que possa parecer, entendo que essa possibilidade tem o apoio do presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Jr., diante de suas recentes declarações sobre o tema e da forma como vem tratando publicamente a possibilidade de uma intervenção judicial.

Romeu Tuma Jr. afirmou recentemente que existe risco de a eleição presidencial não acontecer em razão de uma eventual intervenção judicial no Corinthians. Também sugeriu que o presidente Osmar Stábile procure o Ministério Público para buscar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Eleições e reformas estruturais

Com as eleições previstas para o dia 28 de novembro, e diante das declarações de Tuma de que existe até a possibilidade de o pleito não acontecer, o cenário político corinthiano torna-se ainda mais preocupante.

E tudo isso acontece justamente quando o Corinthians precisa urgentemente de reformas estruturais profundas.

Para mim, a principal delas deveria ser a separação administrativa entre Futebol e Clube, criando estruturas próprias de gestão, responsabilidades e prestação de contas.

Outra mudança fundamental seria a criação efetiva da categoria SÓCIO TORCEDOR, proporcionando participação política ao torcedor, inclusive com o direito de votar e ser votado, dentro dos critérios estabelecidos pelo Estatuto.

O Corinthians precisa aproveitar este momento de crise para discutir seu futuro administrativo, financeiro e político. Não podemos continuar apenas resolvendo problemas emergenciais. É necessário construir uma estrutura que permita ao Clube crescer de maneira sustentável, recuperar sua saúde financeira e voltar a concentrar suas forças naquilo que todos queremos: um Corinthians forte dentro e fora de campo.

Cláudio Faria Romero – Vila Maria

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