Amigos Corinthianos, Fernando Diniz deve estar vivendo seu momento mais importante à frente do Corinthians. O treinador está diante de um dilema difícil: como deverá agir em relação ao jogo contra o Flamengo?
Primeiro, Yuri Alberto, que está fazendo muita falta, continua fora. Além disso, o treinador perdeu Raniele para o jogo de volta contra o Estudiantes. Para tornar a decisão ainda mais complicada, o Flamengo venceu o Independiente del Valle por 2 a 0, resultado que proporciona maior tranquilidade ao adversário para o confronto de volta.
Ainda há o ato irresponsável de Memphis Depay no jogo contra o Estudiantes, que pode resultar em suspensão — caso seja aplicada, provavelmente não será cumprida contra a equipe argentina. Tudo isso ocorreu depois de o holandês ter sido o pior jogador em campo, visivelmente abaixo tanto fisicamente quanto tecnicamente.
No Corinthians, o “craque holandês” nunca priorizou adequadamente o condicionamento físico. Prefere utilizar parte de seu tempo para, entre outras coisas, produzir clipes, como aquele polêmico vídeo em que aparece contemplando o Parque São Jorge em chamas. Na minha opinião, o episódio deveria ter provocado até mesmo a rescisão de seu contrato. Agora, o clube acompanha o pedido do Estudiantes pela suspensão de Memphis Depay.
Voltando ao confronto contra o Flamengo, certamente muitos jogadores deverão ser preservados. Com isso, o Corinthians corre o risco de sofrer mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, o que poderá aumentar os problemas na tabela de classificação, especialmente porque a sequência da equipe na competição nacional será bastante complicada.
Dívidas com o elenco
No mundo tecnológico de hoje, todos sabem que o Corinthians foi vítima de administrações ruins e teve, na gestão de Augusto Melo, uma espécie de tsunami que arrasou o clube.
Os atrasos salariais são recorrentes e não deverão ser resolvidos em curto ou médio prazo. Contudo, o elenco corinthiano, que possui a terceira ou a quarta maior folha salarial do Brasil — dependendo da posição ocupada pelo Cruzeiro —, não vem correspondendo dentro de campo, principalmente no Campeonato Brasileiro.
Aos jogadores corinthianos, esperamos que tenham consciência de que estão vestindo a camisa mais importante do futebol brasileiro e que não transformem a questão financeira em obstáculo dentro de campo. Evidentemente, os atletas têm o direito de receber tudo o que foi acordado, e o clube precisa regularizar os pagamentos o mais rapidamente possível.
Entretanto, se essa situação afetar constantemente o desempenho, a impressão de que alguns jogadores estão “escolhendo jogos” para se dedicar ficará cada vez mais evidente. Recentemente, Kaio César comentou os salários atrasados no Corinthians.
Cenário ideal a ser buscado
A convocação de três jogadores do Corinthians para a Seleção Brasileira, além de justa, foi muito positiva para o clube.
O empate contra o Estudiantes, jogando na Argentina e sofrendo um gol logo no início da partida, também deve ser considerado um excelente resultado.
O Corinthians — e isso não foi negado pela atual administração — precisa de uma grande entrada financeira por meio da venda de jogadores. Na última janela de transferências, porém, nenhuma negociação importante foi concretizada.
A conquista da Libertadores, que deve ser o grande objetivo da temporada, poderia começar a mudar esse cenário. Um título dessa dimensão possibilitaria que, ao final do ano, o Corinthians obtivesse um importante alívio financeiro com a venda de jogadores mais valorizados.
A convocação de Breno Bidon aumentou as expectativas de valorização do jogador. O desempenho de outros atletas também pode contribuir para isso, como no caso de Rodrigo Garro, que se isolou como o maior garçom da Libertadores.
Em tempo
Amigos Corinthianos, volto a insistir: o Corinthians precisa urgentemente de reformas estruturais.
O clube deve abrir espaço para que todos os corinthianos que desejem participar e contribuir tenham esse direito, por meio da criação da categoria Sócio-Torcedor com direito a votar e ser votado.
Além disso, é necessário, “para ontem”, separar a administração do futebol da administração do clube social. O atual status quo, centralizado no Parque São Jorge, é o maior responsável pela situação calamitosa das finanças corinthianas.