Amigos Corinthianos, os dias vão demorar para passar. O Corinthians, após as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores — esta última com o pênalti desperdiçado por Memphis Depay — e diante da situação ruim no Campeonato Brasileiro, enfrenta um cenário dramático, que poderá se prolongar por um longo período.
Soma-se a tudo isso a perda do patrocínio da Esportes da Sorte, situação que também evidencia o quanto o Futebol Brasileiro passou a depender financeiramente das casas de apostas.
E, por último, o Corinthians pretendia vender dois jogadores no meio do ano para reforçar o caixa. Com a não entrada do dinheiro esperado, os Transfer Bans poderão continuar surgindo e, mês a mês, poderemos enfrentar novos problemas relacionados a salários, direitos de imagem e outras obrigações financeiras.
A situação fica ainda mais preocupante diante dos números divulgados no balanço do Clube. Segundo informações publicadas pelo ge, o Corinthians aumentou seu déficit para R$ 278 milhões até julho, valor muito acima do que estava previsto.
Tratativas com a Caixa Econômica Federal
A Diretoria Corinthiana vem buscando chegar a um acordo com a Caixa Econômica Federal em relação à dívida da Neo Química Arena. Entre as possibilidades discutidas estariam questões envolvendo os naming rights da Arena e outras fontes de arrecadação, incluindo iniciativas relacionadas ao Fiel Torcedor.
Um acordo poderia representar importante alívio financeiro. Por outro lado, dependendo das condições negociadas, o Corinthians poderá ter que conviver durante dez anos ou mais sem receber integralmente determinadas receitas vinculadas ao nome da Arena.
As tratativas entre Corinthians e Caixa Econômica Federal sobre os naming rights da Arena mostram a necessidade urgente de encontrar alternativas para reduzir o peso das dívidas sobre as finanças do Clube.
Sem reformas estruturais, os problemas continuarão sendo enfrentados com enormes dificuldades. O Corinthians precisa discutir seriamente a separação das administrações do Futebol e do Clube, além de alicerçar possíveis soluções na enorme força da Torcida Corinthiana.
A criação de uma categoria de Sócio Torcedor com direito a votar e ser votado poderia representar um importante chamado à participação dos corinthianos que desejam contribuir diretamente com os destinos do Clube.
Paralelamente, também poderia ser estudada uma eventual inserção do Corinthians no mercado acionário, dentro de um modelo jurídico e financeiro adequado, buscando transformar a força de milhões de corinthianos em uma das bases para a reconstrução econômica e institucional do Clube.
O Corinthians possui uma força gigantesca. Mas essa força precisa ser acompanhada de gestão profissional, transparência, responsabilidade financeira e participação da Torcida.
Cláudio Faria Romero – Vila Maria