Parque São Jorge precisa ser valorizado

Parque São Jorge precisa ser valorizado

Amigos corinthianos, o Clube Social do Corinthians, representado pelo Parque São Jorge, é um dos maiores patrimônios entre todas as entidades esportivas do Brasil que têm o futebol como atividade principal. Certamente, nenhum outro clube de futebol possui uma estrutura social que se aproxime do patrimônio que o Corinthians construiu ao longo de sua história.

No entanto, também é verdade que a última grande obra realizada no complexo foi a construção das piscinas com água corrente, piscina de ondas e toboágua, entre 1985 e 1987, durante a gestão do presidente Roberto Pasqua.

O Parque São Jorge, que chegou a ser chamado de “Cidade Corinthians” após a inauguração do grande ginásio de esportes e do balneário, em 1964, reunia mais de 20 mil frequentadores nos fins de semana e contava com um quadro associativo que se aproximava de 100 mil sócios.

Quando eu, assim como muitos corinthianos, defendo a separação administrativa entre Futebol e Clube Social, é justamente para que o clube tenha melhores condições de atender aos anseios dos associados.

Projetos como uma arena multiuso no espaço da Fazendinha, um edifício nos moldes do Sesc, com múltiplas modalidades esportivas, cinema, sauna, boliche e outros serviços, cabem perfeitamente dentro do Parque São Jorge. Entretanto, dificilmente sairão do papel sem uma administração exclusiva e dedicada ao Clube Social.

No passado, o Clube Social chegou a cobrir os déficits do futebol. Hoje, a realidade é completamente diferente.

Uma instituição com uma torcida estimada em mais de 35 milhões de corinthianos não pode ignorar o enorme potencial humano e financeiro que sua torcida representa. É fundamental criar mecanismos que permitam a participação efetiva de todos aqueles que desejam contribuir para o crescimento do clube.

Isso poderia ser alcançado por meio da criação da categoria Sócio Torcedor, com direito a votar e ser votado, ampliando a participação da torcida nas decisões estratégicas do Corinthians.

Além disso, uma engenharia financeira que possibilitasse a inserção do Corinthians no mercado de capitais, com aportes direcionados ao futebol profissional e às categorias de base, poderia representar um novo caminho para a recuperação financeira do clube.

Com transparência, planejamento e competência administrativa, o Corinthians pode superar suas pendências financeiras e retornar ao lugar que sua história e seu potencial exigem: o mais alto patamar do futebol brasileiro.

Em resumo: o Parque São Jorge deve ser administrado pelos seus frequentadores, ou seja, pelos sócios patrimoniais. Já o futebol precisa abrir espaço para que todos os corinthianos que desejem participar tenham esse direito assegurado.

Inclusive, ao mencionar a possibilidade de inserção no mercado de capitais, entendo que o Corinthians deveria contar com uma sede administrativa na região da Faria Lima–Luiz Carlos Berrini, principal polo financeiro do país, simbolizando uma nova era de gestão, modernização e ambição.

Saudações corinthianas.

Cláudio Faria Romero Vila Maria

“O Corinthians precisa do amor de todos os corinthianos.”

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