Bets proibidas: complicando ainda mais a crise corinthiana

Bets proibidas: complicando ainda mais a crise corinthiana

Amigos corinthianos, sinceramente, não acredito que “o Corinthians precisa ser salvo”. O potencial do Corinthians é enorme e, se for bem administrado, tende a superar a grave crise e, em um período relativamente curto, voltar ao protagonismo no futebol brasileiro.

O Corinthians, pelas condições proporcionadas por sua imensa torcida, deveria, no mínimo, disputar a hegemonia do futebol brasileiro com o Flamengo. Porém, sucessivas gestões ruins levaram o Clube à maior crise de sua história e abriram espaço para que nosso maior rival ocupasse esse protagonismo. Essa realidade precisa chegar ao fim o mais breve possível.

O Corinthians não tem conseguido quitar os transfer bans e também enfrenta dificuldades para manter em dia seus compromissos com os jogadores, inclusive no futebol feminino. São sinais evidentes de que a situação financeira exige mudanças profundas.

Para quem acompanha de perto o que acontece no Corinthians, certamente fica a percepção de que o atual status quo, baseado no Parque São Jorge, não apenas está superado, como também possui responsabilidade pela situação enfrentada atualmente pelo Clube.

Agora, com a proibição das bets no Brasil, surge mais um grande agravante financeiro. A medida atinge diretamente os patrocínios das casas de apostas, justamente em um momento em que o Corinthians necessita aumentar suas receitas e reorganizar suas finanças.

A situação se torna ainda mais complicada porque, nesta temporada, restou ao futebol masculino apenas o Campeonato Brasileiro, competição em que, infelizmente, o objetivo imediato passou a ser afastar-se da parte de baixo da tabela de classificação.

Amigos corinthianos, criticar é legítimo. Entretanto, o que o Corinthians realmente necessita é permitir que todos os corinthianos que desejem participar e contribuir com o futuro do Clube tenham esse direito, por meio da criação de um verdadeiro Sócio Torcedor, com direito a votar e ser votado.

É necessário também construir um grande projeto financeiro, capaz de possibilitar a participação dos milhões de corinthianos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Esse debate pode, inclusive, avaliar novos modelos de captação e participação financeira, considerando alternativas relacionadas ao mercado de capitais, desde que estruturadas com responsabilidade, transparência e dentro das normas legais.

Por isso, sugiro que todos os corinthianos engrossem esse coro e participem do debate pela implantação de um modelo de Sócio Torcedor com efetiva participação nas decisões do Corinthians.

Com o alicerce dos Sócios Torcedores, defendo também a imediata separação administrativa entre o Futebol e o Clube Social. Essa mudança, além de necessária para proporcionar maior profissionalização ao futebol, poderá gerar efeitos positivos para a área social. Com planejamento e boa administração, o Corinthians possui potencial até mesmo para se transformar em uma verdadeira potência olímpica.

O que o Corinthians não pode suportar é chegar às próximas eleições, previstas para 28 de novembro, assistindo novamente à mesma mesmice das chapas de conselheiros, preocupadas apenas em conquistar cargos, enquanto os candidatos à presidência deixam de apresentar propostas concretas para enfrentar os problemas estruturais do Clube.

O Corinthians precisa de Reformas Estruturais, modernização administrativa, participação efetiva de sua torcida, transparência, profissionalização e novas fontes de receitas. Mais do que trocar nomes, é necessário mudar o modelo de gestão.

O potencial existe. A torcida existe. A marca Corinthians é gigantesca.

O que falta é transformar toda essa força em um projeto moderno, profissional e sustentável para o futuro do Sport Club Corinthians Paulista.

Cláudio Faria Romero – Vila Maria

“O Corinthians precisa do amor de todos os Corinthianos!”

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