É evidente que a Diretoria do Corinthians tem, em suas mãos, uma decisão complicada. Pelo histórico, pelas condições físicas, pela falta de comprometimento e, para não ir muito longe, pelo desempenho apresentado em 2026, não havia motivos para renovar o contrato de Memphis Depay.
Foi um contrato de dois anos que custou cerca de R$ 150 milhões ao Clube — ou até mais. Mesmo com os salários sendo pagos, somente os benefícios aos quais o jogador tem direito, previstos neste incrível e irresponsável contrato, ajudam a explicar a dívida de aproximadamente R$ 42 milhões com o atleta.
Entre as cláusulas e os benefícios, estão:
- Duas luvas superiores a R$ 7 milhões, uma para cada ano de contrato;
- Premiações por conquistas, como o Campeonato Paulista — no qual teria recebido praticamente toda a premiação destinada ao Corinthians —, a Copa do Brasil e a Supercopa contra o Flamengo. Mesmo sem apresentar uma atuação relevante nessa última partida, cada conquista teria representado quase R$ 5 milhões para o “craque holandês”;
- Gatilhos contratuais elevados por gols marcados, assistências e pela participação em mais de 50% das partidas. Isso também teria custado vários milhões de reais ao Clube.
Para compreender melhor: Memphis jogou sozinho para receber uma premiação individual? Por que duas luvas, se o contrato tinha duração de dois anos? Ele não foi contratado justamente para jogar futebol e, em razão de sua posição, marcar gols e dar assistências?
Além disso, o torcedor corinthiano teve que conviver com mordomias como agentes de segurança, cozinheiro particular e dezenas de passagens para a Europa. Memphis Depay gosta de divulgar imagens de suas visitas às comunidades, mas, ao mesmo tempo, ficou hospedado em uma espécie de suíte presidencial, que teria custado aproximadamente R$ 270 mil mensais aos cofres corinthianos.
Essa dívida com o jogador, ao que parece, poderá resultar na renovação do contrato de Memphis Depay. Caso ele permaneça, é fundamental que o Corinthians e o torcedor corinthiano parem de ser ludibriados.
Deve existir um compromisso efetivo por parte do jogador para que ele se prepare adequadamente e, dentro de campo, honre a camisa do Corinthians. Transferir a responsabilidade para o Departamento Médico, atingindo a imagem do Clube, por causa de seu condicionamento físico inadequado e de seu histórico de lesões — que já existia nos clubes pelos quais passou antes de chegar ao Corinthians — não pode mais ser aceito.
É simples: Memphis Depay precisa priorizar sua profissão como jogador de futebol, em vez de colocar seus compromissos extracampo acima de suas responsabilidades com o Clube.
Cláudio Faria Romero — Vila Maria
“O Corinthians precisa do amor de todos os corinthianos!”