Corinthians: Necessidade de Mudanças Estruturais!!! SAFiel?

Corinthians: Necessidade de Mudanças Estruturais!!! SAFiel?

Ontem, no Parque São Jorge, ocorreu a primeira reunião entre a diretoria do Corinthians e os idealizadores da SAFiel.

É lógico que, diante do difícil momento vivido pelo Clube, precisamos estar atentos a todos os grupos que se apresentam como interessados em encontrar caminhos promissores.

Basicamente, algo que venho defendendo há anos — e que se torna cada vez mais necessário — está presente na proposta da SAFiel: a separação administrativa entre o Futebol e o Clube Social. O modelo atual, centrado no Parque São Jorge, no qual poucos associados decidem o destino de uma instituição que reúne mais de 35 milhões de corinthianos, é incoerente e está completamente esgotado. Todos os corinthianos devem ter o direito de participar e contribuir.

Minha primeira grande discordância está no modelo de participação proposto pela SAFiel, que relaciona o direito de voto na nova estrutura aos torcedores investidores que sejam associados ou membros do Fiel Torcedor. O Corinthians é muito maior do que os cerca de 100 mil participantes desse programa, criado com foco na comercialização de ingressos. O correto, na minha opinião, é a criação da categoria Sócio-Torcedor, com direito a votar e ser votado.

O que muito me incomoda é saber que Raul Corrêa e Pedro Silveira apoiam a SAFiel. No mínimo, essa posição me parece intrigante.

Raul Corrêa foi diretor financeiro nas primeiras gestões do grupo Renovação e Transparência, comandadas por Andrés Sanchez e Mário Gobbi. Se um dos principais problemas a ser enfrentado é a dívida acumulada, não podemos ignorar que ela começou a ganhar volume durante esse período. Corrêa também permaneceu próximo dos números financeiros do Corinthians, inclusive por sua influência na indicação de auditores das gestões seguintes. Mais recentemente, foi responsável pela indicação de Pedro Silveira para o Departamento Financeiro.

Quanto a Pedro Silveira, considero que esteve entre os piores diretores financeiros que o Corinthians já teve. Também lhe atribuo responsabilidade central pelo calamitoso contrato de Memphis Depay.

Resumindo: na minha avaliação, Raul Corrêa e Pedro Silveira estão entre os principais responsáveis pelo endividamento corinthiano e, agora, apoiam um projeto que se apresenta como uma solução para o caos que ambos ajudaram a instalar.

Pedro Silveira, inclusive, foi convocado algumas vezes para prestar esclarecimentos ao Conselho de Orientação (Cori). Não encontrou tempo para comparecer, mas demonstrou disponibilidade para auxiliar Memphis Depay nas questões envolvendo os vultosos valores pagos pelos cofres corinthianos.

Raul Corrêa, por sua vez, participou da gestão de Augusto Melo — que considero nefasta — e atuou como uma espécie de guru de Pedro Silveira, indicado por ele. Sua passagem pela Diretoria Cultural, que avalio como pífia, também ficou marcada pela declaração em que comparou corinthianos a “ladrões” e corinthianas a “vadias”.

Amigos corinthianos, Osmar Stabile assumiu um clube em terra arrasada. Talvez pudesse ter feito mais, embora possa argumentar que o enfrentamento diário da grave situação financeira consumiu praticamente todo o esforço de sua administração até agora. Se o atual presidente pretende permanecer no cargo, acredito que já tenha percebido que continuar enfrentando diariamente os credores será como enxugar gelo.

Voltando à SAFiel, acredito que tanto seus idealizadores quanto todos aqueles que desejam ver o Corinthians novamente no caminho do protagonismo precisam estar dispostos a construir uma grande união.

Essa união, enfatizo, passa necessariamente pela separação administrativa entre Clube e Futebol e pela criação imediata da categoria Sócio-Torcedor.

Cláudio Faria Romero — Vila Maria

Em Tempo

Os candidatos à Presidência do Corinthians, assim como os pretendentes a uma vaga no Conselho, parecem representar mais do mesmo. Não apresentam propostas consistentes, não trazem boas perspectivas e acabam defendendo a manutenção do atual status quo.

Nesse cenário, aqueles que defendem a SAFiel encontraram um ambiente propício para apresentar suas propostas, pois, no processo eleitoral corinthiano, a inércia é total. Estão ocupando um espaço que permanece completamente ocioso.

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