Amigos corinthianos, me permitam: o Corinthians não tinha condições de renovar o contrato de Memphis Depay. Respeitando aqueles que pensam de forma diferente, o jogador não devolveu, esportivamente, nem 10% do que seu horrível contrato representou para as finanças corinthianas.
Memphis Depay custou mais de R$ 2 milhões a cada vez que entrou em campo. Vocês têm noção do que isso representa para um jogador que, na minha opinião, não proporcionou retorno financeiro compatível em marketing, venda de camisas etc.?
Agora, aparecem notícias sobre clubes interessados em Memphis Depay. Sinceramente, tenho minhas dúvidas. É um jogador que, na minha avaliação, teve desempenho abaixo do esperado na Copa do Mundo, colecionou lesões e não apresentou um comportamento condizente com aquilo que considero necessário para um atleta de alto rendimento, priorizando, em diferentes momentos, compromissos fora das quatro linhas.
Repetindo: concordo que Memphis Depay teve participação nas conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Porém, na minha opinião, sua importância foi menor do que a de vários outros jogadores, como Hugo Souza, Matheuzinho, Matheus Bidu, Gustavo Henrique, Breno Bidon e Garro.
Na conquista da Supercopa, por exemplo, entendo que sua atuação ficou muito abaixo do esperado, sendo, na minha avaliação, um dos jogadores de menor rendimento em campo.
Está havendo uma cobrança muito grande sobre o presidente Osmar Stabile. Ele terá que explicar e colocar tudo às claras, inclusive a situação em que encontrou o Corinthians. Também considero fundamental expor todos os detalhes do nebuloso contrato de Memphis Depay: quanto o Corinthians efetivamente pagou, quanto ainda deve e quais benefícios foram concedidos no acordo celebrado durante a gestão de Augusto Melo, com participação de seu então diretor financeiro, Pedro Silveira.
Pedro Silveira também precisa prestar esclarecimentos sobre sua participação na elaboração e aprovação desse contrato. É necessário explicar as condições acordadas e as declarações atribuídas a ele de que pagaria o jogador caso o Corinthians não arcasse com aquilo que estava estipulado.
Além disso, precisa esclarecer por que deixou a Diretoria Financeira do Corinthians e, posteriormente, passou a auxiliar Memphis Depay em suas reivindicações contra o clube. São questões que, na minha opinião, precisam ser respondidas de maneira transparente.
Reformas Estruturais Urgentes
O modelo administrativo atual, baseado politicamente no Parque São Jorge, contribuiu para conduzir o Corinthians ao cenário financeiro em que se encontra. Na minha avaliação, o ápice desse processo ocorreu durante a gestão Augusto Melo.
A primeira mudança, que não pode mais ser adiada, é a separação administrativa entre Clube e Futebol.
A segunda mudança necessária é abrir efetivamente o Corinthians para todos os corinthianos que desejam contribuir e participar da vida política da instituição. Esses torcedores precisam ter esse direito.
A criação de uma verdadeira categoria de Sócio-Torcedor, com direito a votar e ser votado, pode ser um dos caminhos. Uma mudança dessa dimensão abriria novas perspectivas para uma importante entrada de recursos financeiros e poderia, inclusive, funcionar como um dos alicerces para uma futura participação do Corinthians no mercado de capitais, caso um modelo juridicamente e financeiramente adequado fosse desenvolvido.
O que está sendo oferecido em uma eventual reforma do Estatuto, concedendo direito a voto aos integrantes do Fiel Torcedor, precisa ser analisado com muito cuidado.
Existe o risco de que uma mudança limitada apenas aos atuais mecanismos políticos acabe fortalecendo ainda mais o status quo, pois os contemplados com os votos poderiam continuar pertencendo, direta ou indiretamente, ao mesmo universo político que historicamente ocupa o Parque São Jorge.
O Corinthians precisa de reformas estruturais profundas, transparência administrativa, responsabilidade financeira e maior participação de sua imensa torcida.
Cláudio Faria Romero – Vila Maria
“O Corinthians precisa do amor de todos os corinthianos.”